terça-feira, 27 de março de 2012

Cinco tendências em Responsabilidade Social para 2012

Todos os anos, a MHC International, uma consultora internacional especializada em Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e em Sustentabilidade, reúne um painel de especialistas que perspetiva as principais tendências nestas temáticas.

Para 2012, e pelo sexto ano consecutivo, o painel elegeu cinco grandes áreas, as quais devem ser levadas seriamente em conta pelas empresas. O OJE Mais Responsável resume as tendências identificadas.

Segundo os especialistas, existem evidências claras de que a confiança nas marcas, empresas e setores no geral está em declínio. Todavia, esta queda poderá propiciar uma maior vantagem competitiva para as empresas que se preocupam em construir verdadeiras relações de confiança com os seus consumidores e demais stakeholders. Dando o exemplo de Steve Jobs, como prova de um líder carismático que ajudou a construir uma marca de confiança, os especialistas afirmam igualmente que as dez marcas que maiores índices de confiança têm nos EUA ilustram que esta é passível de ser atingida através de programas de RSC que estejam integrados em todo o negócio.

Existe, atualmente, um enorme ceticismo sobre a capacidade e vontade dos governos de abordarem, com seriedade, os principais desafios da sustentabilidade, como pode ser provado pelos protestos que temos vindo a assistir devido à crise na Zona Euro e por inquéritos de opinião que os acusam de não gerar empregos, crescimento e não colocarem um travão às alterações climáticas. Mais ainda, são poucas as ilusões no que respeita a uma mudança efetiva de comportamentos que, idealmente, poderia resultar do evento Rio+20 ou Cimeira da Terra 2012.

A extensão da crise financeira e dos seus impactos sociais deu origem a uma nova ênfase na responsabilidade financeira e governamental e a um debate crescente sobre o denominado capitalismo responsável ou sustentável. Apesar de o debate estar em curso, e de cobrir variadas temáticas, a necessidade de repensar os mercados financeiros e a ligação existente entre as remunerações dos executivos e a sua performance constituem os temas mais "quentes" da atualidade.

A questão do "reporting" tem sofrido também vários desenvolvimentos positivos: a norma ISO 2600; o crescente interesse relativo aos relatórios integrados: o desenvolvimento do GRI4 (a nova geração de orientações da Global Reporting Initiative) e a exigência da UE de um conceito mais alargado de RSC, a par de relatórios com maior ênfase social e ambiental na sua estratégia de RSC para o período 2011-2014. O número de empresas a divulgarem relatórios está a crescer significativamente: de acordo com uma pesquisa da KPMG, cerca de 95% das 250 maiores empresas mundiais divulgam a sua performance em sustentabilidade, face a 80% em 2008.
Depois do papel de destaque que os meios de cominicação social tiveram nas revoltas populares, tanto na Primavera Árabe como nos países mais afetados da Zona Euro, o poder destes está igualmente patente no valor que imprimem em muitas empresas que estão a construir bons relacionamentos com os seus consumidores. A combinação de uma sociedade civil mais envolvida com o dinamismo dos média e com as críticas populares parece constituir uma das melhores formas para manter as empresas alerta e recetivas às tendências e exigências sociais em profunda mutação.


Fonte: Jornal Oje

Sem-abrigo como pontos de acesso à Internet: projecto solidário ou experiência degradante?

" Chamo-me Clarence. Sou um ponto de acesso à Internet 4G.”



Era assim a frase estampada nas t-shirt de vários indivíduos sem-abrigo durante o festival de cinema, música e tecnologia South By Southwest, no Estado Norte Americano do Texas. Esta accção tinha como objectivo promover o acesso à Web para todos os utilizadores de telemóveis, tablets e computadores portáteis, enquanto circulavam pelas ruas desta cidade.  
A ideia começou por ter um objectivo solidário, mas explodiu na cara dos seus criadores. Usar pessoas sem-abrigo como pontos de acesso à Internet é um incentivo à inclusão social, ou é pura e simples exploração?
O projecto da empresa de marketing BBH Labs terminou na passada segunda-feira e desde então tem ocupado um espaço considerável nos principais jornais norte-americanos, nas redes sociais, nos blogues e nas caixas de comentários um pouco por toda a Web.
Numa mensagem publicada a 6 de Março no site oficial, a empresa BBH Labs apresentava o projecto e não deixava margem para dúvidas sobre as suas intenções: “O festival SXSW é uma oportunidade de crescimento consistente para a nossa equipa. Mas este ano vamos também lançar uma inovação na área das acções de caridade”.
A descrição do projecto surgia logo abaixo: “Este ano, em Austin, enquanto andam de um lado para o outro a queixarem-se aos seus colegas sobre a fraca qualidade das vossas ligações e do facto de não conseguirem fazer downloads, transmissões em tempo real, usar o Instagram ou fazer ‘check-ins’, vão dar de caras com pessoas posicionadas estrategicamente e vestidas com uma t-shirt com a frase ‘Homeless Hotspots’. São pessoas sem-abrigo, que fazem parte do programa Case Management, da instituição Front Steps. Transportam aparelhos MiFi [routers que permitem acesso à Internet sem fios]. Apresentem-se a eles e liguem-se a uma rede 4G através dos vossos telefones ou tablets para conseguirem usar uma ligação rápida e de alta qualidade”.
As pessoas eram convidadas a pagar o que quisessem, “de preferência através do PayPal, para ser possível acompanhar as transacções”, sendo que todos os donativos iam directamente para os bolsos de Clarence e dos seus outros colegas ligados ao abrigo Front Steps.
Apesar de o projecto ter sido apresentado no dia 6, a polémica só estalou no dia 11, num post no blogue de tecnologia ReadWriteWeb: “O South By Southwest de 2012 pode ser resumido desta forma: uma empresa de marketing com um nome impossível, chamada Bartle Boogle Hegarty, está a levar a cabo uma pequena experiência de ciências humanas denominada 'Homeless Hotspots'. Dão aparelhos de acesso à Internet a pessoas sem-abrigo, juntamente com uma t-shirt. Na t-shirt não está escrito ‘Eu tenho um ponto de acesso 4G’. Está escrito ‘Eu sou um ponto de acesso 4G”.
A partir daqui, o jornalista Jon Mitchell, do ReadWrite Web, dá início à discussão que já chegou às páginas de jornais como o The New York Times: “Podem adivinhar o que acontece depois. Pagam o que quiserem a estes sem-abrigo, pontos de acesso humanos à Internet, e depois podem sentar-se ao lado deles a ver o email ou outras coisas do género. A exclusão digital nunca nos tinha atingido tão em cheio com uma demonstração tão grotesca de provocação inconsciente”.
Aqui está algo que nos suscita algumas dúvidas em relação às verdadeiras intenções da empresa marketing BBH Labs. Sendo Responsabilidade Social  uma forma de conduzir os negócios da empresa de uma certa maneira que a torna parceira e corresponsável pelo desenvolvimento social, não fica aqui bem patente se a markeing BBH Labs tem a visão focada exclusivamente em lucros em prol da organização, ou se realmente pretende que estes indivíduos possuam o algum tipo rendimento que lhes permita uma reinserção na sociedade.

Fonte: Jornal Público Online

MEC apoia instituição "Novo Futuro"

Os colaboradores da agência de meios MEC adquiriram, depois de uma forte campanha de recolha de fundos, mil euros em bilhetes para o “Concerto para um Novo Futuro”, que se realizou no passado dia 10, no Campo Pequeno, em Lisboa. O objectivo passou por apoiar a instituição “Novo Futuro”, que realizou este evento pelo segundo ano. A equipa da agência de meios decidiu ainda associar uma recolha de bens à distribuição dos bilhetes adquiridos. O resultado foi a recolha de roupa, brinquedos, material escolar e bens alimentares.
O “Concerto Por Um Novo Futuro” teve em vista a manutenção do lar de Manique por mais um ano, uma vez que não há ainda a garantia de assinatura do acordo com a Segurança Social. O evento tinha também por objectivo tornar real a abertura de um outro lar, que já está pronto, e que permitirá acolher mais oito crianças.
Ana Moura, Deolinda, Clã, Luisa Sobral, António Zambujo, Anaquim e Cuca Roseta foram algumas das vozes que marcaram presença no “Concerto para um Novo Futuro”.


Fonte: Revista Marketeer Online

terça-feira, 20 de março de 2012

Selos Para Daltónicos...





Os Correios vão lançar amanhã, dia 20, no seu edifício do Parque das Nações, pelas 17h30 e debaixo do olhar atento da primeira-dama, Maria Cavaco Silva, uma edição de selos com cinco novos desenhos, numa coleção intitulada "Comunicar a Cores".

Ao todo, serão postos a circular 1,5 milhões de selos com o código de identificação de cores para daltónicos - o ColorADD -, criado pelo designer português Miguel Veiga, de 42 anos.

O selo vermelho terá o valor de 0,32 cêntimos e poderá ser usado para correio nacional. O azul destina-se a correio urgente (correio azul) e custará 0,47 cêntimos. O amarelo servirá para a Europa, por 0,68 cêntimos. Outras duas cores, preto (0,80 cêntimos) e branco (um euro)poderão ser usadas para correio fora da Europa.


Foram precisamente estas cinco as cores-base do projeto desenvolvido por Miguel Veiga que as associou a um símbolo gráfico, permitindo a sua identificação por parte dos daltónicos. Com o projeto ColorADD, o criativo português ficou entre os finalistas do Prémio Nacional de Empreendedorismo de 2009 - o START - e conseguiu apoio financeiro do IAPMEI, ao abrigo do Programa FINICIA.

Os selos em questão terão sete ou oito anos de vida útil e viajarão pelo mundo inteiro, divulgando a mensagem de que a cor deve ser para todos. Até ao momento, o Hospital de S. João (Porto), os sapatos Dkode, a estação de metro de Santo Ovídio (Gaia) e uma edição de lápis de cor da empresa Viarco já utilizam esta designação universal e inclusiva, que pode ainda ser adotada na sinalética dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.



Fonte: Revista Visão

Responsabilidade Social é...

“Responsabilidade Social é uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que a torna parceira e coresponsável pelo desenvolvimento social.
A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente ) e conseguir incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários.”


Instituto Ethos (2000)

Âmbito...

No âmbio da unidade curricular Reputação e Responsabilidade Social, foi-nos solicitado um blog que visa a partilha de conhecimentos relacionados com esta temática.
Sendo esta temática algo constante em todas as Organizações, o que se pretende é relatar práticas de Resposabilidade Social, e verificar qual a sua contribuição para a Imagem e Reputação dessas mesmas Organizações.